Dançarino x Coreografia: o envolvimento do grupo na proposta coreográfica
Por William S. Cajú
ou um eterno amante
da dança, e qual .........profissional da área que não
é? Gosto não somente de dançar ou criar coreografias, mas
gosto muito mais de falar sobre dança...
Acredito que tudo o que é feito por amor e com amor nos traz resultados
inimagináveis. O sucesso de um grupo deve ser o resultado de um trabalho
que una essas duas facetas.
Quando falo em grupo, penso numa equipe que deve ser envolvida no processo de
construção de uma coreografia, desde a pesquisa até o seu
produto final.
O que vejo atualmente são vários grupos, que estão se formando
e até mesmo em formação que ensaiam horas e horas, esforçando-se
ao máximo para finalizar um trabalho coreográfico, mas valorizando
somente a performance e a estética. Do que vale a forma se não
há conteúdo?
Muitas vezes o dançarino não sabe o porque de tais movimentos,
qual o objetivo do trabalho, a relação que o figurino tem com
a coreografia, o porque da escolha do tema, etc.
Ainda encontramos coreógrafos ditadores que elitizam o processo de criação
e não envolvem sua equipe num trabalho coletivo de laboratório.
Desta forma o dançarino não consegue estabelecer um vínculo
com a coreografia. E sem vínculo não há sentimento, há
apenas ritmo, corpo e movimento.
A possibilidade do envolvimento em todo processo de construção
de um trabalho nos faz viajar na essência da coreografia. São os
dançarinos os principais responsáveis pelo produto final, isto
é, são eles que terão a responsabilidade de passar ao público
através da expressão corporal todo o resultado da concepção
coreográfica. Se eles ( dançarinos ) não internalizarem
os verdadeiros sentimentos que norteiam a proposta do coreógrafo esta
coreografia fica sem vida.
Não existe amor sem conhecimento. O amor é um processo de construção
e quando amamos a expressão deste sentimento se torna mais prazerosa
e espontânea.
O dançarino deve ser valorizado e fazer parte de todo um processo de
sensibilização e reflexão. O dançarino não
pode ser visto como um ser que apenas dança...
William S. Cajú é educador social, diretor e coreógrafo da Cia Dança de Rua pela Vida, coordenador do projeto Quartel Legal - Jovens Multiplicadores da PAZ da cidade de Taquaritinga/SP e pesquisador dos diversos estilos de dança voltados para a proposta dança/educação.
Cia. Dança
de Rua pela Vida
Diretor Geral / Coreógrafo: William S. Cajú - Coordenadora: Cleide
Carvalho Corrêa
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