O Corpo e seus ideais

Por Miriam Lamas Baiak

O corpo humano através da história evoluiu e regrediu conforme o interesse social da época.
Na pré-história ele era um instrumento pelo qual o homem podia se expressar e se comunicar com os seus, com a natureza e com o sobrenatural.
Já na Idade Média, este mesmo corpo tornou-se pecaminoso pelo simples fato de existir, principalmente, o corpo feminino, que induz o corpo masculino à pecar, segundo a Bíblia (Adão e Eva). O corpo foi escondido por meio de roupas.
No Renascimento, o corpo começa a aparecer nas pinturas e esculturas. Começa a sua liberação.
Em meados de 1960, o corpo se libertou de tal forma, que chegou ao extremo oposto. Ele tornou-se um lugar de protesto, onde pode-se ir além dos limites já permitidos.
Depois de anos de exposição o corpo volta à cobrir-se.
O que aconteceu, então, historicamente com este corpo?
Ele sempre representou uma emancipação cultural, sempre comunicou e expressou algo, e buscou um ideal. E foi este ideal que mudou durante os anos, e fez este corpo, diferente em cada época e cultura.
Hoje o ideal que buscamos é o corpo jovem, belo e magro; podemos ver essa trilogia na cultura (mitologia) grega, e nos dias atuais por meio da mídia, que nos diz o que fazer e o que ser. Somos levados a crer que devemos fazer de tudo para alcançar a perfeição. Essa perfeição nos diz que devemos ser iguais, com o mesmo padrão de beleza e até de pensamento.
Regina Miranda em seu texto: Para incluir todos os corpos, fala que a busca do corpo ideal vem da incapacidade de lidarmos com as diferenças. Será que foi isso que a humanidade esqueceu? Que existe diversidade entre os povos? Que somos resultado de interações entre genética, meio e tarefas; por isso, somos diferentes e não há como sermos iguais?
O corpo já deu muitas voltas ao longo da história. Agora é chegada a hora de impor respeito, e esta é a palavra que falta em todos os lugares e situações.
Mas, isso só irá acontecer quando a mídia deixar de impor um ideal de perfeição e padronização. Pois, hoje, ela é quem faz nosso mundo girar.

Bibliografias:

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