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Bailarina
Já coleccionei gestos no firmamento, E sonho surripiar sombras Que enfrentem a luz e a penumbra. Mas elas evadem-se quão efémeras Tal como o findar do parto, da dor e do amor.
O teu corpo cai esmorece e recupera. Corre e rodopia. Eleva o teu porte fino e leve. Sinto-me despojado de mim E do peso dos dias.
Mariposa porque não te posso encurralar Fechando as mãos por um infímo instante Para depois te libertar ?
Os meus dedos incapazes entrecruzam-se Mas os teus tecem histórias nessa linguagem Onde recolhes a herança milenar dos gestos. |
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