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Isadora Duncan1
25/01/2005
Ela desloca-se e rodopia na areia junto à orla do mar. Os braços abrem em cortesia com as echarpes ao vento. Ela dança imitando a natureza no seu respirar. Uma onda que desvanece ou a frágua que rebenta com gaivotas em redor. Os vasos gregos dão-lhe visões de Dionísio celebrando com as bacantes. As mãos dadas com as demais bailarinas, os braços que afastam as echarpes feitas águias do movimento. Isadora dança celebrando a natureza, devolvendo-a à vida. No centro desta o plexo solar.
Rodin pretendeu da pedra esculpir-lhe o movimento. O corpo de Isadora é ágil a dançar; volutas, rasgos e queda. Indelével a mensagem que uma vida assim pode perpetuar. À noite Isadora recolhe-se massajando os pés. Sonha que um encantado os irá beijar meticulosamente noite após noite como prelúdio de amar. Se for generoso com eles não haverá barreiras ou recusas nas trocas de intimidade. Os pés de Isadora dispensam sapatilhas e são os seus intermediários para com a verticalidade. Isadora inaugurou a dança moderna desafiando os seus limites. Mãos, braços, pernas ,tronco e cabeça são coniventes. As sinfonias clássicas integram estas respostas de equilíbrio.
Isadora dança onde quer que haja uma praia prenhe de mar ou um teatro grego pétreo e vazio. A história do mundo tem degraus no esculpir de movimentos que a bailarina desdobra para deleite visual. Não, não há vazio nas paisagens sempre que as irís nos devolvem o horizonte com Isadora Duncan perene a dançar. NOTAS: |
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