Projeto
200 anos da Dança de Salão no Brasil
Motivação Histórica do Projeto
Pesquisando a história da dança de salão no Brasil,
encontramos a referencia da primeira propaganda publicada no Brasil
de 1811 - propaganda que foi posteriormente encontrada na Biblioteca
Nacional e que serviu de base para a colocação da prática
da dança de salão como patrimônio imaterial do Estado
do Rio de Janeiro e ajudou na criação da Lei que institui
a Semana da Dança de Salão do Rio de Janeiro.
Texto sobre a história das danças de par no Brasil em
anexo.
Objetivos
e Metas
A Andanças – Associação Nacional de Dança
de Salão busca a divulgação da dança de
salão dando ainda mais visibilidade e respeitabilidade a nossa
arte; promover o acesso às informações históricas
e apresentar através da dança a evolução
deste segmento desde 1811.
Estratégia
Com a finalidade de levar a um maior número de pessoas a importância
deste marco na história da dança de salão, serão
realizados vários eventos comemorativos a partir da Semana da
Dança de Salão do Rio de Janeiro com culminância
uma Mostra no Forte de Copacabana em agosto.
Mostra Andanças e os 200 anos da Dança no Brasil
Promovido pela Andanças com a coordenação geral
de Luís Florião
13 de agosto - sábado - das 18 às 19:30h
Forte de Copacabana
Mostra de dança, homenagens, lançamento de livro e publicações
Entrada franca
(21) 84770200 / almad@dancecom.com.br
Resumo
da História
Danças
Européias
No século XI já havia registro de dança de par
na Europa, mas foi na renascença que ela desabrochou plenamente
como atividade social. “A dança de salão, como conhecemos
agora, nasceu com os primeiros mestres de dança da renascença,
que arranjavam o entretenimento para os duques e príncipes. E
seu desejo de levar essa diversão para além dos muros
dos palácios fez nascer o ballet...” (Dalal Achcar)
Entre 1400 e 1650, destaco a dança baixa, a pavana, a volta e
a gavota. Depois tivemos minueto, fandango, contradança, quadrilha
ou lanceiros, mazurca, valsa, schottisch, polca... Cada uma delas deixou
marcas, como nos conta a pesquisadora Eliana Caminada: “As demais
danças a partir de 1650 até 1750 (...) influenciaram,
reconhecidamente, nossas danças. Tão enraizadas ficaram
em nossa cultura que até mesmo no carnaval deixou marcas: “O
minueto, por exemplo, você ainda encontra nas movimentações
do mestre-sala e da porta-bandeira.”
A
Época de D. João VI
Com a chegada da Família Real e a transformação
do Rio de Janeiro em sede do Reino Unido (Brasil, Portugal e Algarves),
a cidade passou por grandes modificações.
O período de permanência da corte no Brasil (1808-1821)
foi um momento de grande expansão no interesse e na oferta em
cultura. O imperador, que tinha forte ligação com a cultura,
incentivou, em especial, a música e a dança.
Tivemos, nesse início do século XIX, uma onda de visitantes:
músicos, comerciantes, pintores... Foi uma época de festividades
opulentas, intensificando, significativamente, a vida social do carioca.
Mary Del Fiore confirma: “No século 19, o país começava
a sair de profunda sonolência, sobretudo nas áreas urbanas.
A vinda da família real em 1808 introduzia hábitos sociais
que foram se multiplicando entre as várias camadas sociais. Recepções,
casamentos, balizamentos, cortejos, jogos, óperas, enfim o luzir
dos fidalgos, davam modelos e incitavam imitações.. Móveis
eram importados da Inglaterra assim como o piano...Importavam-se também
professores de dança e canto, capazes a ensiná-las a animar
bailes e saraus da cidade”
Primeira Aula de Dança no Brasil
A dança de salão é uma das áreas de maior
crescimento. “Ao lado da música, a dança foi uma
constante, fosse no teatro, fosse nas celebrações públicas
e privadas, tornando-se também elemento de sociabilidade. Era
comum algumas pessoas representarem tipos de dança para homenagear
a Real Família.” (Anelise Oliveira)
São diversos os relatos sobre a importância da dança
social no período e sobre os mestres de dança, que foram
importados para dar conta da demanda – muitos se radicaram no
Brasil. Professores como Luiz Lacombe, que chegou em 1811, e colocou
nesse mesmo ano, na Gazeta do Rio de Janeiro em 13 de julho, a referência*
mais antiga sobre aulas de danças sociais no Brasil que encontrei
até o momento.
O sucesso foi tanto que, em seguida, Lacombe trouxe seus três
irmãos para auxiliar nas aulas. Wanderley Pinho ressalta essa
importância: “As danças se aperfeiçoavam com
mestres entendidos. Luiz Lacombe não tinha mãos a medir
e multiplicavam-se salões e saraus onde suas discípulas
exibiam passes e passos de bem aprendidas graças coreográficas.”
E “Os cabeleireiros e os mestres de danças” (referem
Ferdinand Denis e Hipólito Taunay) gozavam de grande prestígio
e maiores proveitos. Enquanto o danseur se buscava em uma carruagem
luxuosamente atrelada e se remunerava bem, o professor de línguas
tinha que marchar a pé daqui ali para lições pagas
com usura.”.
A
Dança Hoje
Nesse início de século XXI, vivemos um momento especial
para as danças sociais. Há um crescimento significativo,
tanto em qualidade, quanto em quantidade - dançarinos, professores,
eventos, espetáculos... dentro do terceiro setor - uma das áreas
que mais se expande.
A dança de salão, que comemora 200 anos de aulas em 2011,
vem obtendo no âmbito político importantes conquistas:
recentemente a regulamentação da Semana da Dança
de Salão foi aprovada unanimemente na ALERJ; tivemos um membro
nomeado conselheiro de cultura do DF, elegemos outros para representar
a dança (como um todo) na II Conferência Nacional de Cultura;
conseguimos que a nossa arte fosse reconhecida no Rio de Janeiro como
patrimônio imaterial e unindo forças (juntando a Andanças
– Associação Nacional de dança de salão,
a APDSRJ – Associação dos Profissionais da Dança
de Salão e o SPDRJ - Sindicato dos Profissionais da Dança)
em prol do crescimento da Semana da Dança de Salão, ampliamos
o potencial do evento.
Momento Especial
Importante reparar que cada vez mais estamos na TV e cantores dedicam
seu repertório às danças a dois. Outro detalhe
interessante: em diversos estados como Rio, São Paulo, Minas
e Brasília, a dança de salão volta a ocupar espaços
nobres na noite e as danças de salão vêm ocupando
espaço no Brasil e as danças Brasileiras vem ganhando
espaço no exterior - é exponencial o número de
professores dando aulas fora do Brasil.
Vinte Anos de Crescimento Sem Parar
Nesses últimos 20 anos temos nossa tradicionalíssima arte
sendo redescoberta pelos jovens e pelos formadores de opinião,
gerando ainda mais crescimento no Brasil e no exterior. Isso somado
à visibilidade que teremos nos grandes eventos que acontecerão
em breve como a Rio 92+20, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, é
certo que ampliaremos ainda mais a já expressiva movimentação
financeira em toda a cadeia produtiva das danças sociais e ainda
amplificaremos nossa vocação de sermos grande referência
no segmento.
Danças de salão: saúde, educação,
geração de renda, cultura, lazer, turismo, inclusão
social...
Grade
Inicial de Eventos
Mostra
Andanças Amadora e o Bicentenário da Dança no Brasil
Realização: Andanças
18 de junho - sábado - das 18 às 19h
Forte de Copacabana
Realizado
Baile do Bicentenário da Dança de Salão 2
Realização Academia de Dança Luís Florião
24 de julho - domingo - 18 h
Academia de Dança Luís Florião
R$ 12,00 (promocional antecipado R$ 8,00)
(21) 8477-0200 / almad@dancecom.com.br
Excursão
da Academia Luís Florião - 200 Anos da Dança no
Brasil
Realização Academia de Dança Luís Florião
28 a 31 de julho
para o evento Baila Costão, no Costão do Santinho - Florianópolis
Aulas manhã e tarde – noites bailes e apresentações
(21) 8477-0200 / 3244-3244
Mostra Andanças e os 200 anos da Dança no Brasil
Promovido pela Andanças com a coordenação geral
de Luís Florião
13 de agosto - sábado - das 18 às 19:30h
Forte de Copacabana
Mostra de dança, homenagens, lançamento de livro e publicações
Entrada franca
(21) 8477-0200 / almad@dancecom.com.br
Coordenação
e realização
O Projeto 200 anos da Dança de Salão no Brasil é
promovido pela Andanças com a coordenação geral
de Luís Florião;
Apoiado
por: All Dance; APDSRJ – Associação dos Profissionais
da Dança de Salão; BCM Comunicação; Crie
& Cia; Gabriel Dias – Mil Mídias; Jorge Castro Fotografia;
Jornal Dance; Jornal Falando de Dança; Portal da Dança
de Salão; Raffinée Delicatessen e SPDRJ – Sindicato
dos Profissionais da Dança;
Patrocinado
pela Secretaria Municipal de Cultura; Funarte e Nilton Caldeira;
Pessoas
e entidades envolvidas no projeto: Alessandro Molon - Deputado Federal
- Presidente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados;
Andanças - Associação Nacional de Dança
de Salão; Alan Lobato; Caio Monatte; Carlinhos de Jesus; Cesar
Guimarães; Claudia Jones – BCM Comunicação;
Diana de Rose - Gerente de Dança - Secretaria Municipal de Cultura;
Elaine Pereira; Eli Peixoto - All Dance; Fabiano & Juliana; Fabiano
Carneiro - Coordenador de Dança - Funarte; Isnard Manso –
Centro Cultural Carioca; Jaime José – APDSRJ - Associação
dos Profissionais da Dança de Salão; Forte de Copacabana;
Jorge Lyno; Jorge Castro; Kadú Vieira; Laura Coelho – Crie
& Cia; Leandro Andrade; Leonor Costa e Antônio Aragão
– Jornal Falando de Dança; Loalwa Braz; Lourdes Braga e
Denise Acquaronne – SPDRJ - Sindicato dos Profissionais da Dança;
Luís Florião; Luiz Valença; Marcelo Moragas; Marco
Perna - Portal da Dança de Salão; Mário Jorge;
Milton Saldanha - Jornal Dance; Nilton Caldeira; Renata Peçanha;
Patrick de Carvalho – Cia Dom; Rachel Mesquita; Regina Miranda
- Cidade Criativa; Sandra Serrado – Projeto Rede; Sheila Aquino
e Marcelo Chocolate; Simone Lagemman – Raffinée Delicatessen
e Sylvio Lemgruber - Rede Globo
Eventos
comemorativos realizados Conjuntamente
Semana da Dança de Salão do Rio de Janeiro - Bicentenário
da Dança no Brasil
Realização APDS, Andanças e SPDRJ
20 a 26 de novembro - domingo à sábado
Dezenas de eventos por todo o estado
(21) 84770200 / almad@dancecom.com.br
Eventos comemorativos realizados pelo Jornal Falando de Dança
Exposição 200 Anos da Dança de Salão no
Brasil
Realização: Jornal Falando de Dança
4 a 29 de julho - das 10 às 19h
Centro de Artes Calouste Gulbenkian
Rua Benedito Hipólito, 125 - Praça Onze
Entrada franca
(21) 2535-2377 / 9502-6073
Baile
do Bicentenário da Dança de Salão
Realização: Valdeci de Souza e Jornal Falando de Dança
16 de julho - sábado - 14 h
Helênico Club
R$ 30,00
(21) 7897-7969 / 2574-9075
Coordenação,
realização, patrocínios e apoios
O Projeto I Prêmio Cultura da Dança de Salão tem
coordenação geral de Valdeci de Souza e equipe; o patrocínio
do Governo do Estado do RJ, através da Secretaria de Estado de
Cultura do Rio de Janeiro, e do Jornal Falando de Dança; e os
apoios da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria
Municipal de Educação e da Secretaria Municipal de Cultura,
representada pelo Centro de Artes Calouste Gulbekian; do Sindicato dos
Profissionais de Dança do RJ - SPDRJ; da Associação
dos Profissionais e Dançarinos de Salão do RJ - APDS/RJ;
da Associação Nacional de Dança de Salão
- Andanças; e do Helênico Atlético Clube.
Também contamos com o apoio do site Agenda da Dança de
Salão Brasileira, de Marco Antonio Perna, que lançará
seu novo livro, "200 anos da dança de salão no Brasil",
durante os eventos comemorativos; do site Momentos de Tango, de Elza
Moreira; da assessora de imprensa Juliana Prestes; da 1+1 Assessoria;
do Studio Digital (by André Lima); de voluntários estagiários
dos cursos de bacharelado em dança da UFRJ (integrantes do Projeto
Comunidança), de história da Universidade Estácio
de Sá e do CQID de dança de salão do SPDRJ; além
dos professores e bolsistas da Amazonas Dance, sob direção
de Gustavo Loivos e Aletheia Hoppe |