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Trajetória de Roseli Rodrigues é registrada em documentário

Um filme de Inês Bogêa e Marcela Benvegnu

“Roseli Rodrigues é um marco do Festival de Dança de Joinville. Foi concorrente, professora, jurada, convidada da Noite de Gala, membro do Conselho do Festival”. A citação é de Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, no documentário Roseli Rodrigues – Poesia em Movimento, de Inês Bogéa e Marcela Benvegnu, lançado no dia 27 de julho, durante a 29a edição do Festival.

O filme de 24 minutos aborda de forma clara e poética a trajetória coreográfica de Roseli Rodrigues, um dos maiores nomes do jazz dance no Brasil, e conta com depoimentos de Edy Wilson, Andrea Spósito, Isabella Rodrigues, Kika Sampaio, Fabio Namatame, Maurício Pina, Luis Arrieta, Edson Claro, Ely Diniz, Carlota Portella e Marcela Benvegnu. “A ideia do documentário surgiu há algum tempo, mas só foi concretizada em 2010. Muitos perguntavam se eu não iria publicar minha pesquisa sobre a Roseli em livro, e se a Inês não iria fazer um filme sobre ela. Juntamos os desejos e vontades nesse projeto, que é o primeiro documentário sobre uma personalidade do jazz dance no Brasil”, revela Marcela. “Contar a história da Roseli é deixar registrada a sua importância e influência para o desenvolvimento do jazz no país e, sobretudo, sua forma singular de fazer os corpos se moverem”, completa.
Roseli Rodrigues – Poesia em Movimento é um trabalho coletivo de artistas. “O Festival de Joinville é o patrocinador do projeto e a Só Dança assina o copatrocínio. Todos acreditaram e se mobilizaram para compor essa coreografia de imagens e memórias. A concepção é nossa, mas o filme pertence a todos. A autoria está no olhar, na edição das falas, imagens, sensações e desejos. O documentário é um presente da dança para a dança”, fala Inês.
O vídeo – que tem legendas em inglês - será distribuído gratuitamente para escolas, universidades, ONGs e bibliotecas no Brasil e tem uma particularidade interessante, o formato: um livreto que contém o documentário. “O texto contextualiza a história de Roseli que é contada por muitas vozes no vídeo”, fala Inês. “Texto e vídeo dialogam todo o tempo para que todos possam dançar com as palavras e imagens”, diz Marcela.

Parceiros e amigos

“Nos últimos anos, o Instituto Festival de Dança tem prestado homenagens a figuras importantes da dança brasileira que tiveram grande influência na história do Festival de Joinville. Este é o caso de Roseli Rodrigues, que foi para o Festival o principal ícone do jazz, um dos gêneros mais populares da dança. Gênero também dos mais cíclicos, com momentos de grande produção e outros de recolhimento. E a Roseli sempre fez parte de todos estes momentos, sendo sua promotora quando o jazz estava em alta e ajudando-o a levantar quando estava em baixa, defendendo-o incondicionalmente. Ela foi e sempre será a cara do jazz e uma figura importante para o Festival de Joinville por ter participado do seu desenvolvimento ao longo destes anos”, relata Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville.

“Como se pode falar do Jazz no Brasil sem falar de Roseli Rodrigues? A Só Dança participa deste projeto porque a memória da coreógrafa deve estar sempre viva junto à história da dança no Brasil, e, em particular para eternizar a imagem de uma amiga incomum que, pelo que conheci, deve estar coreografando a arte da vida em outro lugar”, fala Ival Teixeira de Araújo, presidente da Só Dança.

 

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